DICITE – Discursos da Ciência e da Tecnologia na Educação
  • 1o. Worshop PRINT-CAPES/UFSC – Mesa 1 Tema 1 – Linguagens, Interculturalidade e Identidades.

    Publicado em 14/12/2020 às 12:26

    Confiram!

    Nosso projeto PRINT/CAPES/UFSC coordenado pelas Profas. Patrícia Giraldi & Suzani Cassiani esteve presente nesse workshop na linha: Tema 1 – Linguagens, Interculturalidade e Identidades.


  • Diálogos entre Educação Ambiental e Educação em Ciências em tempos de pandemia: buscando caminhos em prol dos Direitos Humanos e da Terra

    Publicado em 09/11/2020 às 10:44

    Confira os excelentes textos do dossiê da Revista Sergipana de Educação Ambiental. v. 7 n. Especial (2020)

    O dossiê proposto tem como objetivo promover articulações entre as Educações Ambiental e Científica nesses tempos tão difíceis de pandemia, em que somos desafiados a pensar outras formas de pensar as relações com o ambiente, com as ciências, com a educação, enfim com toda a realidade em que estamos imersos nesse presente, e ainda tentando aprender com o passado, para esperançar o futuro. Descolonizar corações e mentes!

    Vivemos num momento paradoxal em que a ciência demozinada até bem pouco tempo, torna-se a salvadora da pátria na pandemia da Covid-19. Ao mesmo tempo vemos cenários do planeta, com baixas taxas de poluição por conta da paralisação da ação humana em vários locais e por força do isolamento. O momento mostra toda a potencialidade de outros modos de estar no mundo e ao mesmo tempo, toda a fragilidade do modo de vida hegemônico até então.  Esse movimento traz como possibilidade a invenção de mudanças, deslocamentos e re(existências).

    A ideia de diálogo de saberes, nos permite sonhar com outros mundos possíveis, articulando conhecimentos para além dos científicos, como os ancestrais, promovendo outras medicinas, outras formas de lidar com o planeta e nossa relação com ele. Enfim, a nossa ideia com este dossiê é que possamos expor denúncias e problemas, mas também inventar e reinventar novos anúncios nesse momento tão crítico, trazendo novas possibilidades para se pensar a Educação Ambiental.


  • “ESCREVIVÊNCIA COMO MEDIADORA PARA UM “OUTRO” HORIZONTE EPISTEMOLÓGICO”

    Publicado em 21/10/2020 às 15:27

    Um capítulo sobre  “ESCREVIVÊNCIA COMO MEDIADORA PARA UM “OUTRO” HORIZONTE EPISTEMOLÓGICO” (p. 309) das autoras Simone Ribeiro, Patrícia Giraldi e Suzani Cassiani nesse lindo livro: Diálogos sensíveis: produção e circulação de saberes diversos. Ele foi organizado pelas profas. Claudia Mortari e Luisa T. Wittmann da UDESC.

    https://3b2d7e5d-8b9a-4847-aa3e-40931d588fb7.filesusr.com/ugd/c3c80a_5ed28114b8b241948043e2cf6d3ee7db.pdf

    c3c80a_5ed28114b8b241948043e2cf6d3ee7db

    baixe o livro nesse link há muitos textos maravilhosos


  • PARA RESISTIR, (RE) EXISTIR, (RE) INVENTAR A EDUCAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA: BUSCANDO CAMINHOS EM PROL DOS DIREITOS HUMANOS E DA TERRA

    Publicado em 30/09/2020 às 18:19

    PARA RESISTIR, (RE) EXISTIR, (RE) INVENTAR A EDUCAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA: BUSCANDO CAMINHOS EM PROL DOS DIREITOS HUMANOS E DA TERRA Suzani Cassiani Departamento de Metodologia de Ensino. Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil). Confira o artigo da Profa. Suzani Cassiani no Boletim da AIA-CTS

     

    AIA-CTS-Boletim13


  • Discursos e Conhecimentos Científicos e Escolares

    Publicado em 29/09/2020 às 11:42

    Confira o capítulo da Profa Suzani Cassiani – Discursos e Conhecimentos Científicos e Escolares – no  livro do NUTES da UFRJ em comemoração aos seus 40 anos.

    NUTES livro Educacao em Ciencias e Saude


  • Discutindo a Decolonialidade do Ser e do Viver

    Publicado em 14/08/2020 às 16:35

    Neste episódio temos como convidada a professora Suzani Cassiani da Universidade Federal de Santa Catarina, que nos explica como a colonialidade se expressa em nosso cotidiano, e nos convida a fazer ações de decolonização.


  • Veja em vídeos essa e outras lives

    Publicado em 07/08/2020 às 11:27

    Painel “A EDUCAÇÃO NOS NOVOS TEMPOS”, atividade da Mini Reunião Anual Virtual da SBPC. Coordenador: Francisco Herbert Lima Vasconcelos (Seduc/Sobral) Participantes: Suzani Cassiani (UFSC), Cláudia Costin (FGV/RJ), Carlos Eduardo Bielschowsky (UFRJ) e Maria Beatriz Luce (UFRGS) Entre os dias 12 e 24 de julho, a SBPC realiza a Mini Reunião Anual Virtual, uma série de atividades virtuais transmitida ao vivo no canal do YouTube da SBPC.

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  • 1º Boletim dos grupos DiCiTE & Literaciências -Julho 2020

    Publicado em 24/07/2020 às 13:35

    Clique aqui para ver o boletim completo e conheça mais nossas pesquisas.

    1º Boletim dos grupos DiCiTE & Literaciências-Julho 2020

     


  • Boletim PRINT CAPES – Projeto Repositório de Práticas interculturais

    Publicado em 02/07/2020 às 19:07

    Para acessar o Boletim PRINT CAPES – Projeto Repositório de Práticas interculturais, acesse aqui:

    Boletim Print RePI Julho 2020

     


  • I CAN’T BREATHE! NÃO CONSIGO RESPIRAR! O QUE O LEVANTE ANTI-RACISTA MUNDIAL TEM NOS ENSINADO?

    Publicado em 29/06/2020 às 16:08

    I CAN’T BREATHE! NÃO CONSIGO RESPIRAR!

    O  QUE O LEVANTE ANTI-RACISTA MUNDIAL TEM NOS ENSINADO? 

    Reflexões para pesquisadoras (es) e cientistas da UFSC 

    “O que é extremamente letal são os abismos sociais que a nossa sociedade produziu e finge que não existem.” 

    Emicida, 14/06/2020

     

    A crueza da necropolítica¹ se escancara de forma tão perversa  nesse cenário pandêmico, que o principal sintoma da enfermidade causada pelo novo coronavírus – a falta de ar, asfixia – é a mesma causa de algumas mortes de pessoas pretas, assassinadas por policiais brancos, nos EUA e no Brasil.²

    Desde o assassinato de George Floyd, por um policial que o asfixiou, apertando o joelho em seu pescoço durante 9 minutos, enquanto ele implorava pela sua vida – “por favor, não consigo respirar” – em Minneapolis nos EUA, protestos contra o racismo e a violência policial tomaram as ruas dos Estados Unidos, inflamando uma onda nas lutas antirracistas por todo planeta. No Brasil, os movimentos negros têm protestado há décadas contra o genocídio do povo negro e periférico, como o assassinato do menino João Pedro de Mattos Pinto, de 14 anos, no dia 18/05/2020, baleado nas costas por policiais militares, enquanto brincava na casa de seu tio, numa favela do Rio de Janeiro. 

    A violência policial e a naturalização das mortes de jovens são constantes na vida da população preta deste país. Com a pandemia, o isolamento social se converteu na mais nova desculpa para encarcerar, esculachar e matar pessoas pretas. Enfim, o genocídio do povo negro, indígena e periférico.

    O apartheid racial existente no Brasil com a Covid-19, expõe e aprofundam as desigualdades sociais, como podemos observar no fato de que a primeira morte por Coronavírus ocorre no Rio de Janeiro porque a “patroa” não só obrigou a trabalhar a empregada doméstica Cleonice Gonçalves, diabética de 63 anos, como omitiu que estava com os sintomas da doença, ao voltar da Itália. Cleonice contraiu o coronavírus da patroa, ao cuidar dela e diferentemente da patroa branca e rica moradora do Leblon, que sobreviveu, Cleonice faleceu.

    Nosso país possui cerca de 210 milhões de habitantes e, segundo relatório da Organização das Nações Unidas, de 2019, ocupa o segundo lugar no mundo em termos de desigualdade social. A pandemia de Covid-19 afeta brutalmente as populações mais pobres, devido às condições de vida da população.  Segundo o IBGE:  

    – há falta de água nas comunidades – 31,3 milhões de pessoas não têm água encanada e  alguns têm acesso a água somente com torneiras compartilhadas; 

    – há falta de produtos de higienização devido ao custo dos produtos sanitários. Muitas vezes  não possuem o suficiente para comer; 

    – há um alto número de pessoas que vivem em habitações compartilhadas com outras famílias, tornando praticamente impossível o isolamento social; 

    – há uma pobreza extrema em que 13,5 milhões de pessoas (dos quais 75% são pretos ou pardos) são impedidas diariamente de permanecerem na quarentena e necessitam sair de casa para  trabalhar para sobreviver; 

    – há falta de rede de coleta de esgoto  para 74,2 milhões de pessoas, ou seja, 37% da população brasileira; 

    – há falta de acesso à informação correta e fundamentada cientificamente sobre a pandemia, o que favorece a crença nas fake news

    – com a falta de direitos trabalhistas, roubados pelas reformas que subalternizam o povo brasileiro, destaca-se a marca racial em que 47,3% dos empregos informais são ocupados por pessoas pobres pretas ou pardas.

    Em Florianópolis, um ato antirracista foi realizado no dia 7 de junho, atendendo a um chamado nacional, quando mais de mil manifestantes se reuniram para denunciar o genocídio do povo negro e periférico, que segue sendo alvo da perseguição e violência policial durante a pandemia. Inclusive, tendo assassinado jovens nas comunidades do Morro do Mocotó e Chico Mendes em Florianópolis, neste período³. Após este, se seguiram outros atos, exigindo testes para a covid para as comunidades.4

             Nessa onda de protestos, no dia 10 de junho, atividades em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) de algumas universidades foram interrompidas, “em defesa das vidas negras”. “Revistas científicas da Sociedade Americana de Física, o repositório de artigos arXiv, as revistas Science e Nature, interromperam atividades neste dia 10. Black lives matter!”5

             Com toda essa necessária repercussão nos setores populares e científicos mundiais, cabe perguntar: como a UFSC, suas pesquisadoras e laboratórios estão refletindo sobre esse momento? O que a luta antirracista que explode no mundo tem a nos ensinar, e fazer questionar sobre os racismos que reproduzimos em nossas aulas, discursos, pesquisas e ações? Temos refletido criticamente sobre a contribuição histórica da ciência para as narrativas coloniais e racistas reproduzidas (ex: eugenia e hierarquização de raças humanas), que justificaram eventos como a escravidão? Quais são as nossas referências? São elas majoritariamente brancas, européias e estadunidenses? Para as que trabalham com comunidades indígenas, quilombolas, periféricas: estamos questionando nossa branquitude, o racismo colonial e a violência que nossa presença simboliza para essas populações?  E o mais importante, “como?” e “o que?” devemos fazer enquanto pesquisadoras e professoras (es) para nos engajarmos na luta antirracista e combater de fato o racismo estrutural e institucional que mata, exclui e silencia as pessoas negras neste país? Como podemos agir almejando uma educação antirracista? 

    Nosso grupo propõe essas reflexões em prol de um letramento racial da comunidade universitária, pois é importante olhar para os avanços deste momento, nesse lugar privilegiado que temos e por estarmos numa universidade pública, gratuita e de qualidade. Considerando que a educação tem uma contribuição fundamental nas lutas pela transformação social, parafraseando Angela Davis, reafirmamos que não basta não ser racista, é preciso ser antirracista!

     

    Grupo de Estudos e Pesquisas “Discursos da Ciência e da Tecnologia na Educação” (DICITE) – Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica – Universidade Federal de Santa Catarina

    Junho, 2020

     

    Links das reportagens citadas:

     

    ¹ https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/03/pandemia-democratizou-poder-de-matar-diz-autor-da-teoria-da-necropolitica.shtml 

     

    ² Morte de homem negro filmado com policial branco com joelho em seu pescoço causa indignação nos EUA e https://catracalivre.com.br/cidadania/pm-sufoca-jovem-com-mata-leao-ate-ele-desmaiar-em-abordagem-na-grande-sp/

     

    ³http://reporterpopular.com.br/manifestacao-denuncia-o-racismo-e-o-genocidio-nas-comunidades/

     

    4 http://reporterpopular.com.br/protesto-pede-testes-para-a-covid-fim-do-genocidio-negro-e-fora-bolsonaro/

     

    5

    https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2020/06/academicos-e-revistas-cientificas-fazem-greve-contra-racismo-em-universidades-e-laboratorios.shtml